A instalação da usina de energia termo solar no Município de Coremas vai gerar empregos e divisas não só para o município, mas para todo o estado da Paraíba, que passará a ser o estado pioneiro na América do Sul com a instalação. Essa ação resulta de um dos sete protocolos de intenções assinado pelo governador José Maranhão que vai gerar 1.500 novos empregos diretos e indiretos para a cidade de Coremas.

A estrutura para a instalação está sendo elaborada pela Enerbrax Projetos e Participações S.A., com capacidade de geração de 50 mW de energia. A empresa, que é beneficiada pelo Governo do Estado, através da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), requer recursos na ordem de R$ 400 milhões. Acredito que Coremas foi escolhida por ter sido identificada, após estudo realizado por técnicos da Enerbrax no Nordeste brasileiro, como uma cidade com ponto de maior incidência solar, aliado às facilidades das condições de conexão elétrica. Essa escolha se deu pelas condições estruturais existentes e também pelos incentivos que o Governo do Estado oferece dentro da política de crescimento industrial.

Esse será um empreendimento que proporcionará geração de energia totalmente verde, sem utilização de combustível fóssil. Criará, também, atividade de extrema importância para a Paraíba e para o país, que é a produção agrícola inserida na estrutura da Usina, utilizando a incidência solar e CO2, obtendo assim uma fotossíntese acelerada com a multiplicação de safras anuais de produtos orgânicos.

É um projeto que trará inúmeros benefícios para a região, promovendo uma verdadeira revolução nos indicadores econômico-sociais, como a geração de empregos de rotina e de alta qualificação, e melhoria da qualidade de vida da população, com o aumento da renda per capita e da infra-estrutura regional, criando oportunidades para novos empreendedores.

Para mim, a Enerbrax terá como missão fundamental a produção de energia agregada à sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente, a utilização racional do solo, a produção de energia limpa e a inserção do homem como elemento fundamental neste contexto.

O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher. Foi datado em homenagem a um acontecimento ocorrido em 1857 com as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque, que entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram trancadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 delas morreram queimadas. Elas foram mulheres de fibras, vitoriosas, batalhadores, sofredoras e vitimadas por uma grande injustiça.

Infelizmente ainda encontramos situações de intolerância e descrédito em alguns países do mundo. É o caso de países do Oriente Médio, da América Central, do continente africano, além da Índia, por exemplo. Nesses países muitas mulheres ainda são tratadas como um problema social, são mutiladas, violentadas, desprezadas e ignoradas em seus direitos.

Temos que pensar no bem-estar das mulheres, devemos acabar com a violência contra a mulher, a intolerância e todas as ameaças aos direitos femininos. Temos que ter respeito à sua dignidade pessoal, social e profissional.

Por outro lado, aqui no Brasil e países de primeiro mundo, já é excedente o número de mulheres disputando vagas no mercado de trabalho. Já é na maioria, grandes profissionais com ensino superior, já ocupam uma boa porcentagem na política, batalham páreo a páreo com os homens na busca de novas oportunidades profissionais e do desenvolvimento do seu potencial humano.

As mulheres são mais vitoriosas que os homens, pois são fortes, poderosas, persistentes, objetivas, sabem conciliar vários papéis, o de mãe, o de dona de casa, de profissional, o de mulher, o de esposa. São líderes por natureza, pois sabem comandar uma prole inteira de filhos.

Na minha vida tenho convivido com grandes mulheres que são um exemplo de coragem e de persistência. Quero homenagear aqui, principalmente, a minha mãe, Nilda Gondim, uma grande guerreira, uma mulher que consegue ser forte e frágil, delicada e decidida, companheira, amiga, um exemplo de mãe e de vida.

Quero homenagear todas as demais mulheres que fazem parte de minha vida, e dizer que sem a ajuda delas, em sua organização, apoio, carinho, atenção, competência, não seria o homem que sou hoje.

Feliz Dia Internacional da Mulher!

O Correio da Paraíba traz em sua matéria de destaque, na edição deste domingo, que a praga da mosca negra dos citros, detectada na Paraíba há aproximadamente um mês, pode tirar da economia local até R$ 2,1 milhões na safra 2010, uma vez que a doença já afetou 50% da lavoura de tangerina. Com isso, aproximadamente 6,9 mil toneladas devem se perder.

Segundo o jornal, no município de Matinhas, principal produtor local, a queda também deve atingir metade da colheita, tirando da economia do município R$ 984 mil este ano – a perda na produção pode chegar a 3,2 mil toneladas. Os números tomam como base o resultado da produção agrícola de 2008, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

De acordo com o IBGE, a Paraíba produziu, em 2009, 13,9 mil toneladas de tangerina, num valor total de R$ 4,261 milhões. A mosca negra do citros, que atingiu 15 cidades do Brejo paraibano, pode render o pior prejuízo para as plantações de laranja da Paraíba dos últimos tempos. Se realmente isso ocorrer, a economia do município de Matinhas pode sofrer uma redução drástica, já que a produção de cítricos representa 90% da renda local.

A situação é mais critica na cidade de Esperança, onde produtores tiveram um prejuízo de 96%. Inúmeras propostas já foram apresentadas para solucionar o problema. Entre elas, o uso do agrotóxico Imidaclopradio (Provado SC 200), que causou polêmica entre os agricultores porque algumas entidades ligadas ao meio rural desconfiam que o produto possa ser prejudicial a outras espécies, a exemplo das abelhas.

Tomei a iniciativa de manter contato com o Secretário Estadual de Agricultura da Paraíba, Rui Bezerra Cavalcanti Júnior, para informar sobre a situação atual das plantações, e me coloquei à disposição em Brasília para intermediar as soluções a esse grave problema enfrentado pelos produtores paraibanos.

Temos que procurar, juntos, soluções para este mal, que já provoca prejuízos incalculáveis, sobretudo aos pequenos produtores, que dependem diretamente de sua produção para manter o sustento de suas famílias.

Paraíba deixará de perder R$ 100 milhões. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de manter o número de parlamentares da bancada federal da Paraíba, na Câmara, permitará que o Estado não perca esse montante em recursos orçamentários. A redução das duas vagas de deputado faria com que o Estado perdesse muitas emendas e uma grande ajuda financeira obtida nos órgãos federais.

Pela média que será destinada ao Estado no Orçamento Geral da União 2011, em decorrência das emendas parlamentares de bancada, mais R$ 10 milhões de emendas que cada parlamentar tem direito, chegamos a uma média de R$ 106 milhões de ganho para o Estado, com a permanência do atual número de parlamentares.

Para chegar a esse cálculo, levei em consideração a destinação de uma emenda por deputado e senador, mais três emendas de remanejamento por bancada, perfazendo o total de 18 emendas da bancada da Paraíba. Porém, estes valores podem ser ainda maiores, considerando que os parlamentares costumam conseguir ainda mais verbas para o estado e seus municípios, como já disse, através do apoio de recursos orçamentários dos órgãos federais.

E digo mais, esse montante pode ser aumentado ainda mais de acordo com a atuação de cada parlamentar. Só para vocês terem uma idéia de como o montante poderia ser aumentado, digo, como um exemplo, em meu mandato consegui manter uma média de R$ 100 milhões por ano, para o estado e municípios, por meio de minhas emendas e alocação de recursos federais.

Com esse exemplo, acredito que a manutenção das bancadas estadual e federal trouxe mais alívio para os governos dos estados que seriam prejudicados e, sobretudo, para os prefeitos, que enxergam nos seus deputados e senadores a possibilidade de conseguir verbas federais, já que as receitas municipais, na grande maioria das vezes, são insuficientes para grandes investimentos. O FPM, por exemplo, foi muito aquém do esperado nos últimos dois anos. A ajuda para a maioria dos municípios, no caso, da Paraíba, é obtida por meio da atuação dos parlamentares.

Será muito importante na próxima semana votar os destaques às PECs 300 e 308, que estão num processo de fusão consagrado na Câmara dos Deputados e que acalentam o sonho da classe de segurança pública no País, notadamente dos nossos policiais civis e militares.

O texto da PEC 300 foi aprovado, na terça-feira à noite, na sua integralidade. Ontem, esperávamos que todos os destaques da proposta fossem também votados para que a gente pudesse dar mais um passo na busca da justiça a esse profissionais que tanto trabalham em prol da tranqüilidade, da paz e segurança de toda a população.

Não consegui entender, efetivamente, por que as Lideranças tomaram essa posição em desrespeito ao interesse da maioria que estava em plenário. Todavia, por força do dispositivo constitucional que exige elevado quorum, nós não continuamos a votar os destaques da PEC nº 300.

Espero que os Líderes na Câmara tenham consciência política no que diz respeito a essa matéria, para, na próxima terça-feira, concluirmos, de forma definitiva, esse processo de votação, que em muito minorará os problemas da segurança pública no País. É um apelo que faço em prol dessa classe tão trabalhadora.

O encontro realizado em João Pessoa, divulgado como ‘grande encontro da oposição’ ou ‘encontrão’ serviu para mostrar à Paraíba a profundidade da divisão e a ausência completa de uma estratégia política do grupo. O encontrão mostrou, ainda, a total falta de capacidade do grupo de governar o estado.

O que se viu ontem foi uma verdadeira salada de pessoas que nutrem sentimentos contrários aos interesses do estado e uma ausência completa de um plano que possa mostrar ao eleitor uma capacidade de governar a Paraíba. Acredito que sob qualquer aspecto que se observe o encontro de ontem, não dá para enxergar algo de positivo para o Estado.

Do ponto de vista nacional, acho que a Paraíba teve uma péssima impressão do que foi visto ontem. O eleitor ficou sem entender nada da verdadeira salada formada em João Pessoa. Estavam reunidos lá um candidato a presidente, ao lado de partidos que apóiam três candidaturas distintas: a do próprio Ciro, a de José Serra e a de Dilma Roussef. São pessoas que, para a política, estão como óleo e água.

O pior é que no meio de toda essa salada de partidos, ideologias e interesses, está o PSB, que vota em Ciro, mas apóia Dilma e flerta com José Serra. É uma verdadeira crise de identidade. O eleitor não vai encontrar, nesta aliança, projeto algum para a Paraíba.

Em nível estadual, enxergo o Democratas como a antítese do governo Lula. O que acontece é que PSB, que apóia Lula, não recebe o apoio do DEM, pois este não apóia Lula, e parte do PSDB, que tem outra postulação bem diferente. Questiono: será que o eleitor vai conseguir entender o que foi visto ontem?

A ausência do PTB, do PDT, do PP e do PR no encontro demonstrou uma extrema falta de credibilidade do apregoado discurso da unidade. Foi um primeiro ato de uma campanha muita fumaça e pouca brasa.

Outro dia li na Folha de São Paulo que está em andamento em nosso país, um projeto ambicioso, conduzido por associações do mercado de capitais, com o intuito de transformar o Brasil num centro financeiro de dimensão global, unindo os países da América do Sul e Central. Segundo o jornal, ainda não são conhecido os detalhes da proposta, mas o objetivo é fazer do país uma plataforma de negociações de ações e outros produtos financeiros.  Seria excelente para o Brasil, pois é a confirmação dessa aptidão financeira que vem ganhando força nos últimos anos.

O presidente Lula já vem representando a América do Sul no cenário internacional como o grande interlocutor das questões econômicas e sociais que envolvem os países sul-americanos.  E com a sua eficiente equipe, o presidente conseguiu moldar um sistema financeiro forte e bem regulado o que possibilita, hoje, um mercado de capitais cada vez mais amplo e líquido, e que contribui para a intermediação financeira e para a alocação de recursos de uma forma eficiente.

Ainda de acordo com a Folha de São Paulo, o maior risco da implantação dessa plataforma financeira no Brasil seria o endividamento excessivo das empresas e dos consumidores, decorrentes do acesso a recursos mais baratos.  Mas essa abertura ao fluxo global de capitais poderá minimizar os efeitos danosos que farão ao às empresas brasileiras e aos consumidores, com maiores planejamentos e negociações com as empresas internacionais que serão cada vez maiores.

Quero prestar aqui neste espaço a mais intensa, a mais viva solidariedade ao povo chileno, que, a cada década, coincidentemente entre 10 e 10 anos, vive o drama de mais uma precipitação sísmica. No último sábado, ao viajar pelo interior do Estado, ouvi a reportagem de que o Chile estava, principalmente na sua área litorânea, passando por profundas dificuldades.

Um terremoto que atingiu 8.8 na escala Richter já contabiliza mais de 700 pessoas. E o mundo está voltado para essas agonias chilenas. A Presidente Bachelet vem, de forma pronta, procurando envolver a comunidade latino-americana e já recebeu do Governo brasileiro, país irmão que, nestes últimos tempos, tem estreitado essa solidariedade em nível econômico com o Chile, vem recebendo do Presidente Lula o seu apoio incondicional, irrestrito.

É uma grande preocupação. O país viveu outros episódios dessa natureza e possui uma legislação capaz de minimizar os problemas de agressões à natureza que poderiam muitas vezes ser controlados pela ação humana.
O Chile vem a cada momento otimizando esses preparativos. Há alguns meses estive lá, e por coincidência alguns amigos me disseram que já virou uma cultura a obediência à legislação para prevenir esses abalos.

O nosso Brasil, terra abençoada por Deus, onde nos permitimos viver sem a interrogação de daqui a pouco a terra tremer? Aliás, acontece, mas em intensidades mínimas, que não produzem absolutamente nenhum tipo de transtorno físico ou material. Mas o Brasil tem Angra dos Reis que, no dia de ano novo, um morro desceu e matou, soterradas, 39 pessoas; o Brasil tem a rodovia Régis Bittencourt, completamente invadida por terra, soterrando gente; o Brasil tem a rodovia Fernão Dias, lá na suas Minas Gerais, que também nos trouxe mortes.

O Brasil tem, diariamente, uma ocupação desordenada, uma ocupação criminosa, permissiva, omissa das autoridades competentes. Isso abrange desde o prefeito da Câmara Municipal até este Parlamento e o Governo Federal em que não temos nenhum arranjo urbanístico, nenhum planejamento para evitar deslizamentos que poderiam, efetivamente, se não fosse a ação nefasta do homem, serem controlados.

O Chile chora a morte de mais de 700 pessoas ocasionada por uma eventualidade da natureza. Nós choramos todos os dias, a nossa desorganização urbana, a violência que impera os grandes centros e já atinge as pequenas cidades, a fome que ainda assola 1/3 da população em um país farto de alimentos. O Chile tem os seus motivos para chorar, mas nós, no Brasil, também.  

Estive reunido semana passada com o Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha e o Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para levar o pleito do Município de Patos, que passou por estado de calamidade pública com alagamentos em toda a cidade em 2009.

Estes alagamentos aconteceram em virtude da falta de um sistema de macro drenagem operante na Bacia do Canal do Frango, que abastece o município. Com a intensidade das chuvas que alagaram a cidade ano passado, e que provocaram desabamentos, cerca de 350 pessoas ficaram desalojadas em Patos, além de danificar mais 500 residências, três fábricas de calçados e um depósito.

A situação foi mais calamitante no bairro do Frango, devido ao aumento do nível do Canal do Frango que subiu vários metros e chegou a inundar quase todas as casas do bairro. É de extrema urgência a execução das obras para a Canalização do Canal do Frango, o que possibilitaria a contenção de novos alagamentos em períodos longos de chuvas.

Por isso, solicitei a quantia de R$ 20 milhões ao Ministro da Integração Nacional para viabilização do projeto. E ao Ministro Padilha, das Relações Institucionais, que o projeto de Canalização do Canal do Frango seja incluído nas obras do PAC II ainda em 2010.

O prefeito de Patos, Nabor, me trouxe essa solicitação para que eu intercedesse pelo município junto aos órgãos federais. Eu não poderia deixar de atender a uma demanda de extrema urgência para os cidadãos de Patos.

Este final de semana fiz uma visita ao Município de Guarabira, no qual encontrei, além da extraordinária receptividade da Sra. Prefeita Fátima Paulino, do Sr. Deputado Ranieri Paulino, do ex-Governador Roberto Paulino, empresários ilustres como o Sr. Ivanildo Coutinho de Sousa, proprietário da Guaraves, a sexta maior produtora de frango do Brasil, o frango Bom Todo, e o suplente de Senador João Rafael, que produz todo o arsenal têxtil da região e tem diversas empresas no setor. Guarabira cresce muito com a força de empresários como o Sr. Ivanildo e o Sr. João Rafael. Para o ano que vem, pretendo destinar recursos pela minha emenda parlamentar para a realização da Festa da Luz, realizada anualmente na cidade de Guarabira, no dia 2 de fevereiro.

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